Impressões sobre a XXXVI Semana do Tradutor

Antes de mais nada: Feliz dia internacional do tradutor / da tradutora. (Perdoem o atraso.)

Sobre a Semana do Tradutor…

Que evento! Maravilhado!

Foi uma ótima oportunidade de ver que a academia, pelo menos ali, está dando origem a uma leva de profissionais com conhecimento de linguística, claro, mas também de CAT tools, TMs, MT, TB e fazem de tudo para ouvir o que a experiência do mercado tem a acrescentar.

Olhos brilhantes, ótimas ideias, boas conversas. Claro, sempre há as dúvidas comuns que vemos por aí. Dúvidas ligadas ao futuro da profissão, com relação a forma de lidar com situação A, B ou C, como cobrar, sobre diferenças de remuneração, por onde começar e até mesmo aquela pergunta que pouca gente quer ou consegue responder: quanto cobrar (para quem está começando na lida tradutória).

As respostas mais simples têm eco. Dá para perceber que fazem sentido e que os olhinhos brilhantes agora são ouvidos prontos para escutar, ponderar, argumentar… ah, a argumentação… quase uma arte perdida. Vos digo que minha fé na Humanidade (tradutória) foi restaurada, em boa parte, após ter estado neste evento. Como foi bom ter sido convidado. Aliás, muito agradeço a Comissão do evento (formada pelos alunos).

xxxvi_semana_do_tradutor_1

É uma galera nova, boa, que encontrará um mercado bagunçado pela crise e pela quantidade cada vez maior de “tradutores de oportunidade – ou de bico” em razão da economia que vai mal das pernas.

É sempre bom lembrar, no entanto, que os preparados, aqueles que sabem o que estão fazendo, têm muito mais a oferecer do que os que os que não têm preparo ou experiência de mercado (de tradução).

Os clientes sumiram? Talvez seja hora de pensar em mercado por outro lado. Costumo dizer que todos nós somos “o mercado”. Não podemos esquecer que mercado é cadeia de suprimento. Tem o provedor de serviços e o tomador de serviços ou oferta e procura. Nós somos os provedores de serviços. E se os tomadores de serviços mudarem o perfil, ainda mais considerando o cenário político-econômico, então os provedores devem mudar de alguma forma também. Saber mudar, ou melhor, ajustar-se ao novo perfil do mercado não é algo exatamente fácil, mas é imperativo. Temos aí profissionais com décadas de estrada tendo de mudar a visão do horizonte, buscando um novo Norte. Neste ponto, esta nova turma tem muito mais facilidade, não é mesmo? E tem muito a oferecer.

A razão de passar a falar de mercado quando o início é de puxo êxtase com o evento? Simples! Esta turma nova que chega agora ao mercado trará consigo uma visão nova dentro dos novos cenários, dentro dos perfis elásticos e em constante mudança, se considerarmos as mudanças dos últimos dez anos. Serão estes os novos donos de agências e empresas de tradução. Aliás, ter seu próprio negócio é característica desta nova geração.

E que venham as novidades. Mas lembrem-se: a experiência pode evitar muitas decisões precipitadas e ajudar nas tomadas acertadas de decisões. 😉

Parabenizo a IBILCE/UNESP! Que venham os novos tempos e até o próximo evento!

Publicado em Notícias | 2 comentários