Preparando-se para 2017.

E chegamos a dezembro! Muita coisa aconteceu, algumas como esperávamos e outras foram totalmente diferentes do “previsto”. Boas surpresas e outras nem tanto, a carteira de clientes diminuiu, mas a de amigos e/ou colegas aumentou. Enfim, saldo positivo ou nem tanto, tudo de acordo com o ponto de vista. Assim acontece todos os anos e não seria diferente com quem tem as palavras como instrumento de trabalho todos os dias.

Pensando nelas, as palavras e seu rico significado em nossas telas, que tal pensar no ano que está bem ali na esquina, esperando para começar?
Há tantas previsões para o ano que vem, sendo que boa parte destas prevê o “fim do mundo” e outras indicam que será o ano do resgate (o que quer que isso queira dizer). No cenário político a situação piora ainda mais. E o cenário econômico não chega a apresentar consenso nem para o saldo positivo quanto para o negativo.
Mas há algo importante que deve ser feito: criar metas, veja bem, metas e não expectativas, para o ano porvir. Para início de conversa, vamos diferenciar um de outro. Expectativa é esperar por algo que aconteça, sendo de sua vontade, mas sem envolvimento direto, sem ação ou planejamento. Exemplo: quero ser rico ganhando na loteria (mas sem jogar). Bem, cada um com seu cada qual.
Mas o foco aqui é falar sobre metas. Metas são resultados, oriundos de estudos, de pensamentos com base em algo plausível. É considerar que, se a renda diminuiu 20% em 2016, o que fazer para que esta aumente em 40%, assim compensando a perda do ano anterior e garantindo por uma possível perda no vindouro. Meta exige determinação, disciplina, metodologia, análise, seriedade e profissionalismo. Há outros, digamos, predicados envolvidos, mas vamos falar dos principais.

Destrinchando o assunto:

Determinação: se é preciso aumentar a renda e o profissional trabalha cinco na semana, quem sabe ajude neste sentido trabalhar um sexto dia, meio expediente ou expediente integral? Considerando que são 52 dias extras no ano e, se for possível auferir 200 reais por dia extra, serão 10.400 reais a mais no ano (ou algo próximo, afinal, é apenas uma ideia).

Disciplina: colocar as metas em primeiro plano, sabendo que é preciso ganhar mais para compensar por possíveis momentos de vacas magras, é primordial. Claro, é questão de programação. Como dito acima, trabalhar 52 dias extras no ano pode render um valor interessante, mas se metade ou dois terços desses 52 dias suprir as necessidades, a disciplina terá cumprido seu papel, uma vez que os dias de trabalho sejam respeitados.

Metodologia: sempre buscar novos clientes, sempre que possível, aumentar em um centavo a tarifa para cada novo cliente ou reduzir o prazo de pagamento, melhorar e atualizar currículo e perfis nas redes sociais pessoais e ou profissionais, é uma forma de manter as engrenagens funcionando. Mas isso não é tudo.

Análise: analisar o mercado é de grande valia. Imaginemos que determinado profissional seja perito em tradução de ferrovias (Opa! Eu disse ferrovia?), que acompanhe as notícias e novidades do setor. Em dado momento veja que há grandes licitações para compra de componentes ferroviários no primeiro trimestre do ano. É hora de caprichar no currículo e buscar as empresas envolvidas. Há mais chances em conseguir serviços buscando por este meio do que esperar que as agências o façam e repassem.

Seriedade: a esta altura, com tudo o que foi dito acima sendo observado e feito de acordo com a visão e as necessidades de cada um, ter seriedade tanto para obter novos clientes e novos projetos, quanto nos estudos para aprofundar ainda mais os conhecimentos nas áreas de trabalho é algo que separa, e bem, os tipos de profissionais no mercado. E acredite: muita gente observa isso. Até mesmo os colegas que dividem serviços e donos de agências e empresas de tradução.

Profissionalismo: ser profissional é algo que vai muito além de ser capaz de realizar um serviço com eficiência, no prazo e com bom preço (seja lá o que isso queira dizer, claro). Profissionalismo chega a ser uma religião, uma forma de atribuir um coletivo a um conjunto de funções distintas que quando reunidas fazem com que aqueles que estão envolvidos com o ofício sejam tidos e vistos como pessoas capazes, bem preparadas, confiáveis e tantas outras coisas que seria capaz de iniciar um novo texto.

Portanto, vamos lembrar que um novo momento se aproxima, o país, aliás, o mundo anda em crise (de toda a sorte) e nós precisamos trabalhar, precisamos ter a visão de que o que fazemos tem grande importância para todo o mundo e a crise não pode nos afetar. É preciso buscar sempre, inovar ainda mais, ser capaz de apresentar o diferencial dentro de uma profissão extremamente complexa (vide o contexto). Não é algo que seja feito uma única vez e vira um monumento indestrutível e infinito. É algo que deve ser plantado, regado, cuidado, podado, acertado e querido todos os dias. Se trouxer a cada um de vocês orgulho pelo que faz, certamente fará o mesmo em todos aqueles que souberem o que cada um de vocês faz. Que tal pensar nisso agora?

Aproveito a oportunidade e deixo aqui meus votos mais sinceros de que em 2017 cada um seja uma grande inovação, seja melhor, faça mais, conquiste mais. Assim o ano será bem melhor para todos!

Sobre Sidney

Tradutor Técnico e Intérprete de campo Inglês/ Português English/ Portuguese Technical Translator & Field Intérpreter
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